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  • Alentejo: um novo jeito de descobrir Portugal

    Bandeira de Portugal tremulando sobre as muralhas de um antigo castelo, sob um céu azul claro. Vinhedos, vilas medievais, praias preservadas e experiências autênticas Quem já foi a Portugal provavelmente conhece Lisboa, o Porto e talvez o Algarve. Mas, entre a capital e o sul, existe uma região que muita gente atravessa sem parar. É justamente ali que o país mostra seu lado mais genuíno: o Alentejo. Nome que surgiu da contração de "além do Tejo", o Alentejo é uma região que ocupa quase um terço do território português e é feita de horizontes largos, planícies douradas, sobreiros, olivais, vinhedos e pequenas aldeias caiadas de branco no alto das colinas. Lá o tempo corre de outro jeito. As distâncias são curtas — Évora fica a cerca de 1h30 de Lisboa —, mas a sensação é de estar longe de tudo: em herdades centenárias (grandes propriedades rurais ou fazendas tradicionais) transformadas em hotéis, em vilas medievais cercadas de muralhas, à mesa de restaurantes que hoje figuram no Guia Michelin e, surpresa para muitos, em praias extensas e quase intocadas no litoral. Este pequeno guia percorre os principais destinos da região para você entender o que cada um oferece e escolher a viagem que faz mais sentido para o seu ritmo. Gastronomia e vinho Sabores que contam histórias No Alentejo, comer bem não é um complemento da viagem — é parte central dela. A cozinha alentejana nasceu da simplicidade do campo e transforma poucos ingredientes em pratos memoráveis: o pão alentejano, de casca grossa e miolo denso, é a base de clássicos como a açorda e as migas; o azeite da região está entre os melhores do país; as ervas aromáticas — coentros, poejos, hortelã — perfumam quase tudo; e o porco preto, criado solto entre azinheiras, é a estrela de muitas cartas. Para fechar, a sericaia com ameixas de Elvas, doce típico da região. Uma garrafa de vinho tinto Conventual 2017 ao lado de uma taça servida e um prato apetitoso em um cenário iluminado suavemente, criando uma atmosfera de degustação refinada. O vinho acompanha tudo. O Alentejo é uma das regiões vinícolas mais importantes de Portugal, com herdades que recebem visitantes para provas, almoços entre vinhedos e experiências de vindima. Vale provar também o vinho de talha, produzido em grandes ânforas de barro, uma tradição de mais de dois mil anos que segue viva na região. E a alta gastronomia chegou com força. Em 2026, o Alentejo ganhou duas novas estrelas no Guia Michelin: A Cozinha do Paço, em Évora, e MAPA, em Montemor-o-Novo — que se juntam à já estrelada Herdade do Esporão, em Reguengos de Monsaraz. São cozinhas que partem do território, dos produtores locais e da memória alentejana para criar algo novo. Dica: Reserve pelo menos um almoço longo numa herdade vinícola. É a forma mais alentejana de passar uma tarde — e muitas delas combinam prova de vinhos, cozinha de autor e hospedagem no mesmo lugar. Évora A principal cidade para explorar a região Évora é o ponto de partida natural para conhecer o Alentejo. O centro histórico, cercado por muralhas, é Patrimônio Mundial da UNESCO e reúne dois mil anos de história em poucas ruas: o Templo Romano, um dos mais bem conservados da Península Ibérica, a imponente Sé Catedral, com vista do telhado sobre a planície, e a surpreendente Capela dos Ossos, na Igreja de São Francisco. Vista aérea da Sé de Évora, capturando a majestosa arquitetura gótica da catedral e seu claustro, situada no coração da cidade histórica de Évora, Portugal. Mas Évora não é uma cidade-museu. É uma cidade universitária, viva, com praças animadas, bons restaurantes e lojas de artesanato — e que será Capital Europeia da Cultura em 2027, o que já movimenta a agenda cultural da cidade. Pela localização central, é a base ideal para explorar as vilas e as herdades do entorno. Para quem é ideal: Quem visita o Alentejo pela primeira vez e gosta de história, arquitetura e boa mesa. É a base mais prática para quem quer circular pela região. Quanto tempo ficar: 2 dias na cidade, mais se usá-la como base para bate-voltas. Dica: Caminhe pelo centro histórico no fim da tarde, quando o calor diminui e a luz dourada bate nas fachadas brancas. É o melhor momento para fotografar o Templo Romano. Monsaraz Uma das vilas medievais mais preservadas de Portugal Encarapitada no alto de uma colina, perto da fronteira com a Espanha, Monsaraz parece ter parado no tempo. É uma vila muralhada minúscula, de ruas de pedra e casas de xisto e cal, com um castelo do século XIII no ponto mais alto. Do alto das muralhas, a vista se abre sobre o Lago Alqueva, os olivais e a planície que se estende até o país vizinho. Vista do castelo de Monsaraz ao pôr do sol, com suas muralhas históricas emoldurando a aldeia pitoresca e os tons alaranjados iluminando o horizonte. Poucas pessoas vivem dentro das muralhas, e isso preserva o clima de aldeia. Durante o dia, vale explorar a vila com calma; ao anoitecer, quando os visitantes vão embora, Monsaraz ganha um silêncio raro. O entorno reúne algumas das herdades vinícolas mais conhecidas do Alentejo, o que faz da vila uma parada perfeita para quem combina história e enoturismo. Para quem é ideal: Casais, fotógrafos e quem busca charme histórico e paisagem. Quanto tempo ficar: Meio dia a um dia. Uma noite se quiser viver a vila depois que os visitantes saem. Dica: Suba ao castelo para ver o pôr do sol sobre o Alqueva. É um dos cenários mais bonitos da região. Estremoz História e charme aos pés de um castelo medieval Conhecida como a "cidade branca" por causa do mármore que brota da terra ao redor, Estremoz se divide em duas: a cidade baixa, animada e comercial, e a parte alta, dominada pelo castelo e pela Torre das Três Coroas. Dentro das muralhas fica a Pousada Rainha Santa Isabel, instalada num antigo palácio real, uma das hospedagens históricas mais especiais do país. Lago do Gadanha em Estremoz, com suas fontes e a estátua central, é uma atração emblemática no Rossio Marquês de Pombal, cercada por arquitetura histórica. Aos sábados, o grande largo do Rossio recebe o tradicional mercado de Estremoz, com produtores, antiguidades, queijos, enchidos e os famosos Bonecos de Estremoz, figuras de barro pintadas à mão reconhecidas como Patrimônio Cultural Imaterial pela UNESCO. A cidade também fica no coração da zona do mármore, junto a Borba e Vila Viçosa, outras duas vilas que merecem a visita. Para quem é ideal: Quem gosta de mercados, artesanato, antiguidades e hospedagens históricas. Quanto tempo ficar: 1 dia, combinando com Vila Viçosa e Borba. Dica: Programe a passagem por Estremoz para um sábado de manhã. O mercado é o melhor retrato da vida local. Marvão Vistas que chegam até a Espanha No norte do Alentejo, na Serra de São Mamede, Marvão está a mais de 800 metros de altitude, empoleirada numa escarpa de granito. É uma das vilas mais impressionantes de Portugal: muralhas que acompanham o contorno da rocha, ruelas brancas e um castelo de onde a vista alcança a dezenas de quilômetros em todas as direções — inclusive o outro lado da fronteira. Vista panorâmica do castelo medieval de Marvão, situado em um alto rochedo, com suas fortificações de pedra contrastando com a paisagem montanhosa ao redor. A paisagem aqui é diferente do Alentejo de planície: mais verde, com castanheiros, montanhas e um clima mais fresco. Perto da vila ficam as ruínas da cidade romana de Ammaia e a pequena cidade de Castelo de Vide, com sua judiaria medieval — uma combinação que rende um roteiro de um ou dois dias. Para quem é ideal: Quem busca paisagem, tranquilidade e vilas pouco turísticas. Ótimo para quem já conhece o Alentejo central. Quanto tempo ficar: 1 a 2 dias, combinando com Castelo de Vide. Dica: Durma na vila. Ver Marvão ao amanhecer, muitas vezes com o vale coberto de névoa lá embaixo, é uma experiência inesquecível. Alqueva e São Pedro do Corval Experiências que vão além do óbvio Alqueva A barragem do Alqueva criou o maior lago artificial da Europa Ocidental, um espelho d'água com centenas de quilômetros de margens entre olivais e colinas. O lago mudou a paisagem e trouxe novas formas de viver a região: passeios de barco, casas-barco, caiaque, praias fluviais e aldeias ribeirinhas como a Aldeia da Luz, reconstruída depois que a original foi submersa. Vista do sereno Lago Alqueva em Portugal, cercado por colinas verdejantes e céu azul claro, criando uma paisagem tranquila e majestosa. À noite, o Alqueva revela outro atrativo: foi o primeiro destino do mundo certificado como Destino Turístico Starlight, pela qualidade do céu noturno. Observar as estrelas no meio do Alentejo, longe de qualquer poluição luminosa, é uma experiência à parte. São Pedro do Corval A poucos quilômetros de Monsaraz, São Pedro do Corval é a maior aldeia oleira de Portugal. Dezenas de olarias familiares seguem trabalhando o barro como há gerações, produzindo pratos, travessas e peças pintadas à mão. Visitar os ateliês, conversar com os artesãos e ver as peças saindo do forno é a melhor forma de entender a tradição artesanal alentejana — e de levar para casa uma lembrança autêntica. Para quem é ideal: Quem quer fugir do roteiro tradicional e viver experiências ligadas à natureza e à cultura local. Famílias e casais. Quanto tempo ficar: 1 dia para combinar Alqueva, São Pedro do Corval e Monsaraz — ou mais, se quiser uma noite a bordo de uma casa-barco. Dica: Reserve um passeio noturno de observação de estrelas na região do Alqueva. Nas noites sem lua, o céu é impressionante. Comporta e Troia E o Alentejo também tem mar Pouca gente associa o Alentejo a praia — e é exatamente isso que torna o litoral alentejano tão especial. A pouco mais de uma hora de Lisboa, Comporta é um vilarejo cercado de arrozais, pinheirais e dunas, com praias longuíssimas de areia clara e água limpa, como Comporta, Carvalhal e Pego. Aqui o luxo é discreto: casas de madeira e palha, hotéis de design integrados à natureza, restaurantes pé na areia e um lifestyle sofisticado e descalço que atraiu viajantes do mundo inteiro. Costa deslumbrante com areia branca, vegetação costeira e flores cor-de-rosa, com montanhas ao fundo sob um céu azul claro pontilhado de nuvens. Uma cena tranquila e pitoresca à beira-mar. Logo ao lado, a península de Troia separa o oceano do estuário do Rio Sado. É acessível de balsa a partir de Setúbal e combina praias extensas, ruínas romanas e passeios de barco para observar os golfinhos-roaz que vivem no estuário. Vale ainda uma parada no pequeno porto palafítico da Carrasqueira, com seus cais de madeira sobre estacas — um dos cenários mais fotogênicos da costa. Para quem é ideal: Quem quer terminar a viagem com dias de praia, natureza e hotéis especiais. Casais e famílias. Quanto tempo ficar: 2 a 3 dias. Dica: No verão, Comporta é a extensão perfeita para o calor do Alentejo interior. Combine as duas experiências no mesmo roteiro: campo e vinho primeiro, mar depois. Comparativo rápido Évora Monsaraz Estremoz Marvão Alqueva & S. P. do Corval Comporta & Troia Perfil Cidade histórica Vila medieval Cidade do mármore Vila de montanha Natureza e artesanato Litoral Destaque Templo Romano e centro UNESCO Muralhas e vista do Alqueva Castelo e mercado de sábado Castelo e vista até a Espanha Lago, céu estrelado e olarias Praias, arrozais e golfinhos Dias sugeridos 2 ½–1 1 1–2 1 2–3 Ideal para Primeira viagem Casais e fotografia Mercados e história Paisagem e sossego Fugir do óbvio Praia e lifestyle Distâncias aproximadas: Lisboa–Évora ~130 km (1h30) · Évora–Monsaraz ~50 km (45 min) · Évora–Estremoz ~45 km (40 min) · Estremoz–Marvão ~80 km (1h) · Lisboa–Comporta ~120 km (1h20). Por que ir? Um destino para quem busca mais do que uma viagem O que torna o Alentejo único é a combinação. Enoturismo, gastronomia, história, natureza, praias e hospedagens especiais se encontram na mesma região, a poucas horas de distância umas das outras. Em poucos dias, é possível acordar numa herdade entre vinhedos, almoçar num restaurante estrelado, ver o pôr do sol do alto de uma muralha medieval e terminar a viagem numa praia quase deserta. Sugestões Venice Travel Roteiro clássico (5 a 6 dias): Évora como base (2 dias), com passagens por Monsaraz, Alqueva e São Pedro do Corval (1 a 2 dias) e Estremoz (1 dia). É o Alentejo central em seu melhor. Alentejo completo (8 a 10 dias): Some Marvão e Castelo de Vide ao roteiro clássico e feche com 2 a 3 dias em Comporta e Troia antes de voltar a Lisboa. Extensão de uma viagem a Portugal: Se o tempo for curto, combine Lisboa com 2 noites em Évora ou numa herdade próxima, ou com alguns dias em Comporta. Já é o bastante para sentir o ritmo da região. A melhor época é a primavera (março a junho), quando os campos ficam verdes e floridos, e o outono (setembro a novembro), temporada de vindima e clima agradável. O verão é quente no interior, mas perfeito para o litoral; e o inverno, tranquilo e sem multidões, é ótimo para quem quer lareira, vinho e boa mesa. Em qualquer estação, você vai descobrir que o Alentejo é Portugal em seu ritmo mais autêntico. Quer descobrir o Alentejo pela perspectiva da Venice Travel? Selecionamos cuidadosamente herdades, restaurantes e experiências para você conhecer Portugal além dos caminhos tradicionais.

  • Marrocos além de Marrakech: medinas, deserto e a cidade azul

    Caravana de camelos atravessando as dunas iluminadas pelo sol no deserto, sob um céu azul vibrante. Poucos destinos despertam tantos sentidos ao mesmo tempo quanto o Marrocos. O perfume de especiarias nos souks (tradicionais mercados a céu aberto ou em ruelas cobertas), o chamado para a oração ecoando sobre as medinas, o silêncio das dunas ao amanhecer, o azul das vielas de Chefchaouen (cidade azul) e o sabor de um tajine cozido lentamente. O país fica a apenas 14 km da Europa, do outro lado do Estreito de Gibraltar, mas a sensação ao desembarcar é de chegar a outro universo, onde tradições berberes (indígenas do norte da África), árabes, judaicas e andaluzas convivem há séculos. E ficou mais fácil do que nunca chegar lá. A Royal Air Maroc opera voos diretos entre São Paulo e Casablanca, com cerca de nove horas de viagem, e brasileiros não precisam de visto para estadias turísticas de até 90 dias. Com um bom roteiro, é possível combinar em uma única viagem cidades imperiais, montanhas, deserto e litoral. Caravana de camelos atravessa as dunas do deserto sob o nascer do sol, criando silhuetas marcantes contra o céu iluminado. O Marrocos também vive um momento especial. O país será uma das sedes da Copa do Mundo de 2030, ao lado de Espanha e Portugal — será a primeira Copa disputada no norte da África. A preparação já movimenta o país, com novos estádios, a ampliação da rede de trens de alta velocidade, aeroportos modernizados e uma nova geração de hotéis. Poucos destinos combinam tanta tradição com tanta transformação, e este é o momento ideal para conhecê-lo antes que os holofotes do mundo inteiro se voltem para ele. Nossa proposta com este guia é percorrer os principais destinos do país para você entender o que cada um oferece e planejar a viagem que faz mais sentido para o seu estilo. Marrakech A cidade vermelha e o coração do Marrocos Marrakech é a porta de entrada da maioria dos viajantes e resume a intensidade do país em poucos quilômetros quadrados. A medina, Patrimônio Mundial da UNESCO, é um labirinto de ruelas, souks e palácios cercado por muralhas cor de terra, com o minarete (torre alta) da Mesquita Koutoubia como referência no horizonte. O centro de tudo é a Praça Jemaa el-Fnaa: de dia, vendedores de suco de laranja e artesãos; ao entardecer, contadores de histórias, músicos e dezenas de barracas de comida que transformam a praça num grande espetáculo a céu aberto. Torre da Mesquita Koutoubia em Marrakech ao pôr do sol, iluminada por raios dourados que destacam sua majestosa arquitetura histórica. Vale reservar tempo para o Palácio da Bahia, com seus pátios e tetos de cedro esculpido, a Madrassa Ben Youssef, antiga escola corânica — que estuda o Alcorão — com um dos interiores mais bonitos do país, e o Jardim Majorelle, o oásis azul-cobalto que pertenceu a Yves Saint Laurent, ao lado do Museu YSL. Para completar, a cidade tem uma das melhores ofertas de hospedagem do mundo: os riads — casas tradicionais voltadas para um pátio interno com fonte e jardim, onde o barulho da medina desaparece assim que a porta se fecha. Para quem é ideal: Primeira viagem ao Marrocos, amantes de compras, arquitetura, gastronomia e hotéis especiais. Quanto tempo ficar: 3 dias, mais se usar a cidade como base para passeios pelo Atlas ou pelo deserto de Agafay. Dica: Fique hospedado num riad dentro da medina, pelo menos por algumas noites. É a forma mais autêntica de viver Marrakech, e o café da manhã no terraço, com vista para os telhados, vale a viagem. Montanhas do Atlas e Aït Ben Haddou Aldeias berberes, desfiladeiros e cenários de cinema A poucas horas de Marrakech, a paisagem muda completamente. As Montanhas do Atlas, com picos que passam de 4.000 metros, abrigam vales verdes, cachoeiras e aldeias berberes de casas de barro penduradas nas encostas. O Vale de Ourika e a região de Imlil são ótimos para um bate-volta com caminhadas leves e almoço com famílias locais. Vista serena de uma vila tradicional de barro à beira de um exuberante oásis de palmeiras, cercada por montanhas sob a luz suave do amanhecer. Cruzando o Atlas pela estrada do Tizi n'Tichka, que sobe a mais de 2.200 metros entre curvas e mirantes, chega-se a Aït Ben Haddou, uma kasbah fortificada de barro (típica construção local), Patrimônio Mundial da UNESCO, que já serviu de cenário para filmes como Gladiador e para a série Game of Thrones. Logo adiante está Ouarzazate, conhecida como a "porta do deserto", com seus estúdios de cinema e a Kasbah de Taourirt. Para quem é ideal: Quem quer natureza, cultura berbere e paisagens de tirar o fôlego. Um trecho obrigatório no caminho para o Saara. Quanto tempo ficar: 1 dia para um bate-volta ao Atlas; 1 a 2 dias se fizer a travessia até Ouarzazate. Dica: Visite Aït Ben Haddou no fim da tarde, quando a luz dourada ilumina as paredes de barro. Dormir na região permite ver a kasbah praticamente vazia pela manhã. Deserto do Saara — Merzouga Noites sob as estrelas nas dunas de Erg Chebbi Para muitos viajantes, a noite no deserto é o ponto alto da viagem. Em Merzouga, no sudeste do país, as dunas de Erg Chebbi se elevam em tons de laranja e dourado que mudam a cada hora do dia. A experiência clássica é chegar de camelo ou de 4x4 no fim da tarde, assistir ao pôr do sol do alto das dunas e passar a noite em um acampamento de luxo, com tendas confortáveis, jantar ao redor da fogueira, música berbere e um céu estrelado como poucos no mundo. Noite no deserto: um grupo de amigos aproveita um momento acolhedor ao redor da fogueira, enquanto um anfitrião serve chá tradicional sob o céu estrelado, rodeados por tendas iluminadas por lanternas. O caminho até lá já é parte da viagem. Saindo de Marrakech, o roteiro atravessa o Atlas, a Rota das Mil Kasbahs, os Desfiladeiros do Dadès e as paredes de pedra dos Desfiladeiros do Todra, com vilas e oásis de palmeiras pelo caminho. Para quem tem pouco tempo, o deserto de Agafay, a menos de uma hora de Marrakech, oferece uma versão pedregosa e mais acessível da experiência, com acampamentos sofisticados e vista para o Atlas. Para quem é ideal: Casais, famílias e qualquer viajante que queira uma experiência inesquecível. É o momento mais marcante de uma viagem ao Marrocos. Quanto tempo ficar: 3 dias no total (ida, noite no deserto e continuação), idealmente seguindo depois para Fez. Dica: Não faça a ida e a volta a Marrakech. O melhor roteiro atravessa o deserto e segue para Fez, aproveitando a estrada em uma só direção. Fez A mais autêntica das cidades imperiais Se Marrakech é intensa, Fez é profunda. A Fez el-Bali, sua medina medieval, é Patrimônio Mundial da UNESCO e uma das maiores áreas urbanas sem carros do mundo, com milhares de ruelas por onde ainda circulam mulas carregando mercadorias. Aqui, a vida segue um ritmo que pouco mudou em séculos. Vibrante mercado de Fez el-Bali, cheio de cores e artesanato, com tecidos vibrantes, pinturas detalhadas, arte e cerâmicas tradicionais. A cidade abriga a Universidade de Al Quaraouiyine, fundada no ano 859 e considerada a mais antiga instituição de ensino em funcionamento contínuo no mundo, além de madrassas (escolas de estudos islâmicos) como a Bou Inania e a Al-Attarine, com mosaicos, estuques e madeira entalhada de impressionar. O cartão-postal é o curtume Chouara, onde o couro é tingido em tanques de pedra coloridos com técnicas medievais; a melhor vista é dos terraços das lojas ao redor. Fez também é considerada a capital gastronômica do país, com a tradicional torta pastilla e alguns dos melhores restaurantes em palácios restaurados. Para quem é ideal: Viajantes curiosos, interessados em história, artesanato e cultura. Quem busca o Marrocos mais tradicional. Quanto tempo ficar: 2 dias. Dica: Faça o primeiro passeio pela medina com um guia local credenciado. Além de evitar se perder, ele abre portas de ateliês, madrassas e oficinas que você não encontraria sozinho. Chefchaouen A cidade azul entre as montanhas do Rif Escondida nas montanhas do Rif, no norte do país, Chefchaouen é um dos lugares mais fotogênicos do Marrocos. As casas, escadarias e portas pintadas em todos os tons de azul criam um cenário que parece irreal. A cidade é pequena, tranquila e perfeita para caminhar sem pressa, depois da intensidade de Fez ou Marrakech. Ruas pintadas de azul vibrante em Chefchaouen, Marrocos, criam uma atmosfera encantadora e única, adornadas com vasos de plantas coloridos e detalhes arquitetônicos encantadores. O centro é a Praça Uta el-Hammam, com a Kasbah de muralhas avermelhadas e a Grande Mesquita. Vale subir até a Mesquita Espanhola, numa colina próxima, para ver o pôr do sol sobre o vale e a cidade azul. A região também oferece trilhas pelo Parque Nacional de Talassemtane e pelas cachoeiras de Akchour. Para quem é ideal: Fotógrafos, casais e quem quer um respiro em meio ao roteiro. Ótima combinação com Fez ou com uma extensão para Tânger e a Espanha. Quanto tempo ficar: 1 a 2 dias. Dica: Explore as ruelas logo cedo, antes da chegada dos grupos de bate-volta. A luz da manhã deixa o azul ainda mais intenso. Essaouira O Marrocos à beira do Atlântico A cerca de três horas de Marrakech, Essaouira é o contraponto perfeito às cidades do interior. É uma cidade portuária de muralhas brancas e portas azuis, com uma medina tombada pela UNESCO, ar descontraído e o vento constante do Atlântico, que a transformou num destino de kitesurf e windsurf. Vista panorâmica da cidade costeira iluminada pela luz dourada do pôr do sol, destacando as antigas muralhas e o mar tranquilo ao redor. O porto de pesca, com seus barcos azuis e a movimentação dos pescadores, é o melhor lugar para almoçar peixe fresco grelhado na hora. As muralhas (Skala) oferecem a vista clássica sobre o mar, e a cidade concentra galerias de arte, ateliês de marchetaria em madeira de tuia e cooperativas femininas de óleo de argan. Em junho, o Festival Gnaoua reúne músicos do mundo inteiro. Para quem é ideal: Quem quer terminar a viagem num ritmo mais leve, com mar, arte e boa comida. Ótima extensão a partir de Marrakech. Quanto tempo ficar: 2 dias. Dica: Leve um casaco, mesmo no verão. O vento do Atlântico deixa Essaouira bem mais fresca do que Marrakech. Casablanca e Rabat A porta de entrada moderna do país Como os voos do Brasil chegam a Casablanca, vale aproveitar a escala. A maior cidade do país tem ritmo cosmopolita, arquitetura art déco e um ícone imperdível: a Mesquita Hassan II, construída sobre o oceano, com uma torre de mais de 200 metros de altura — uma das poucas mesquitas do Marrocos abertas à visitação de não muçulmanos, em visitas guiadas. A Mesquita Hassan II em Casablanca, Marrocos, destaca-se majestosa à beira do Atlântico sob um céu azul. A cerca de uma hora de trem fica Rabat, a capital, elegante e tranquila, com a Kasbah dos Oudayas de ruelas brancas e azuis sobre o rio, a Torre Hassan e o Mausoléu de Mohammed V. As duas cidades são bem conectadas por trem com Marrakech e Fez, o que facilita a montagem do roteiro. Para quem é ideal: Quem chega ou sai por Casablanca e quer aproveitar um ou dois dias sem desviar do caminho. Quanto tempo ficar: 1 dia em Casablanca; 1 dia em Rabat se houver tempo. Dica: Reserve a visita guiada à Mesquita Hassan II com antecedência e verifique os horários, que mudam nas sextas-feiras e durante o Ramadã. Marrocos em pequenos grupos O jeito ideal de viver o país Poucos destinos combinam tão bem com a viagem em pequenos grupos quanto o Marrocos. As medinas são labirintos que se revelam muito melhor ao lado de um guia local, as distâncias entre as cidades pedem uma logística bem resolvida, e muitas das experiências mais marcantes — um jantar em um riad, uma noite em um acampamento no deserto, uma visita a uma cooperativa de argan ou uma aula de culinária marroquina — são mais intimistas quando vividas com poucas pessoas. Viajar em um grupo pequeno reúne o melhor dos dois mundos: a segurança e a tranquilidade de ter tudo organizado, com transporte privativo, guias especializados e hospedagens selecionadas, sem abrir mão da flexibilidade e do clima de uma viagem entre amigos. O grupo reduzido permite entrar em lugares onde grandes excursões não chegam, conversar com artesãos, sentar à mesa com famílias berberes e aproveitar cada parada no próprio ritmo. E há algo especial em compartilhar o pôr do sol sobre as dunas do Saara com pessoas que, ao fim da viagem, viram companheiras de histórias. É uma ótima opção para quem viaja sozinho e quer companhia, para casais que buscam conforto sem se preocupar com os detalhes e para quem visita o Marrocos pela primeira vez e quer aproveitar o país com toda a estrutura de apoio. Comparativo rápido Marrakech Atlas & Aït Ben Haddou Saara (Merzouga) Fez Chefchaouen Essaouira Perfil Cidade imperial vibrante Montanha e kasbahs Deserto Cidade imperial medieval Vila nas montanhas Litoral Destaque Jemaa el-Fnaa e riads Kasbah de Aït Ben Haddou Dunas de Erg Chebbi Medina e curtumes Ruelas azuis Porto e muralhas Dias sugeridos 3 1–2 2–3 2 1–2 2 Ideal para Primeira viagem Natureza e cultura berbere Experiência inesquecível História e artesanato Fotografia e sossego Mar e ritmo leve Distâncias aproximadas: Casablanca–Marrakech ~240 km (2h40 de trem) · Casablanca–Fez ~300 km (3h30 de trem) · Marrakech–Essaouira ~190 km (2h30–3h) · Marrakech–Merzouga ~550 km (2 dias de estrada, com paradas) · Merzouga–Fez ~470 km (7–8h) · Fez–Chefchaouen ~200 km (3h30–4h). Um grupo atravessa as majestosas dunas de areia do deserto em uma excursão de camelo sob um céu claro. Como pensar seu roteiro A Venice Travel planeja roteiros personalizados para todos os destinos do mundo. Nossas sugestões para o Marrocos são: O roteiro clássico (10 a 12 dias): Chegada por Casablanca, trem para Marrakech (3 dias), travessia do Atlas por Aït Ben Haddou e os desfiladeiros até o Saara (3 dias), seguindo para Fez (2 dias) e Chefchaouen (1 a 2 dias). É o circuito que mostra todas as faces do Marrocos em uma só viagem. Roteiro curto (uma semana): Concentre-se em Marrakech (3 a 4 dias), com um bate-volta ao Atlas e uma noite num acampamento de luxo no deserto de Agafay, e feche com 2 dias em Essaouira. Cidades imperiais e cultura: Casablanca, Rabat, Fez e Marrakech, conectadas por trem, com uma pausa em Chefchaouen. Ideal para quem prefere menos estrada e mais história. Extensão de uma viagem à Europa: Combine o Marrocos com a Andaluzia ou Portugal. De Tânger, uma balsa curta cruza o Estreito de Gibraltar até a Espanha, e há voos rápidos de Lisboa, Madri e Sevilha para Marrakech e Fez. A melhor época é a primavera (março a maio) e o outono (setembro a novembro), com temperaturas agradáveis nas cidades e no deserto. O verão é muito quente no interior, e o inverno traz dias ensolarados e noites frias, especialmente no Saara e no Atlas, onde pode nevar. Vale também checar o calendário do Ramadã: é um período bonito de vivenciar, mas alguns horários de restaurantes e atrações mudam. Quer descobrir o Marrocos pela perspectiva da Venice Travel? Conheça nossas viagens em pequenos grupos, com riads, acampamentos no deserto, guias locais e experiências exclusivas cuidadosamente selecionadas — ou monte uma viagem sob medida, no seu ritmo.

  • Leste do Canadá: guia de Toronto, Niagara Falls, Ottawa, Montreal e Quebec

    Vista panorâmica de Toronto, com o icônico horizonte destacando a CN Tower sob um céu azul deslumbrante, refletindo nas águas tranquilas do Lago Ontário. O leste do Canadá é o roteiro perfeito para quem viaja ao país pela primeira vez. No eixo entre Ontário e Quebec estão as cidades mais visitadas, uma das paisagens mais icônicas do planeta e, o melhor, tudo conectado por distâncias curtas, que dá para percorrer de carro ou de trem. Em pouco mais de uma semana, você sai da metrópole cosmopolita de Toronto, passa pelas Cataratas do Niágara, conhece a capital histórica em Ottawa e termina imerso na cultura francófona de Montreal e Quebec. Cada cidade tem uma identidade própria, e a transição entre o Canadá fluente em inglês e francês é uma das coisas mais fascinantes da viagem. Este guia percorre os cinco destinos para você montar o roteiro que faz mais sentido. Toronto A maior cidade do país e o melhor ponto de partida Porta de entrada para quem sai do Brasil em voos diretos, Toronto - a maior cidade do Canadá - concentra a energia cosmopolita que se espera de uma metrópole global. Possui bairros característicos que vão do multicultural Kensington Market à Distillery District de tijolos vitorianos, passando por Chinatown, Little Italy e o polido centro financeiro. Skyline de Toronto ao entardecer, com a icônica CN Tower iluminada, contrastando com o céu azul profundo e refletida nas águas tranquilas do Lago Ontário. CN Tower é o cartão-postal da cidade, com seus 553 metros de altura — por muitos anos a estrutura livre mais alta do mundo. Seu mirante envidraçado, o piso de vidro a 342 metros e o restaurante giratório no topo, entregam a vista completa da cidade e do Lago Ontário. Mas para desfrutar mais a cidade, vale reservar tempo para o Royal Ontario Museum (o maior museu do país), o Ripley's Aquarium logo abaixo da torre, o castelo eduardiano da Casa Loma e as Toronto Islands, um arquipélago a uma balsa curta do centro, com a melhor vista do skyline e um clima de parque à beira d'água. Para quem é ideal: Primeira viagem ao Canadá, quem gosta de cidade grande, gastronomia diversa e vida urbana. É a base perfeita para o bate-volta a Niagara. Quanto tempo ficar: 3 dias dão conta dos principais pontos. Dica: Compre o ingresso da CN Tower com antecedência pelo site oficial — sai mais barato e você evita as filas, que ficam longas no fim da tarde, o melhor horário para pegar a cidade acesa. Niagara Falls Uma das paisagens mais icônicas do planeta, a 1h30 de Toronto A cerca de 128 km de Toronto — pouco mais de uma hora e meia de carro —, as Cataratas do Niágara são o passeio mais famoso do país e um dos mais fotografados do mundo. O lado canadense leva vantagem: é dele que se tem a vista frontal da Horseshoe Falls, a imensa catarata em formato de ferradura, com seu volume de água, com destaque para a névoa que sobe do rio. Passeio de barco nas impressionantes Cataratas do Niágara, com vista para a cidade ao fundo em um dia de céu parcialmente nublado. O ponto de encontro é o Queen Victoria Park, de frente para as quedas. Dali é possível descer no Journey Behind the Falls, um túnel que leva a plataformas atrás e ao lado da cortina d'água, ou mesmo embarcar num dos barcos que chegam quase à base da queda d’água. Para quem tem mais tempo, pode explorar as trilhas do Niagara Glen à beira do rio e, sobretudo, reservar uma tarde para Niagara-on-the-Lake — uma cidadezinha charmosa cercada de vinícolas, uma das melhores regiões de vinho do Canadá. Para quem é ideal: Praticamente todo mundo. É passeio obrigatório para quem está em Toronto, e agrada de famílias a casais. Quanto tempo ficar: Um dia resolve como bate-volta. Duas diárias, se quiser incluir as vinícolas com calma. Dica: Evite se limitar às cataratas. A região de Niagara-on-the-Lake transforma o passeio numa experiência muito mais rica — e o contraste entre o espetáculo das quedas e o sossego dos vinhedos é o grande trunfo da viagem. Ontário A capital do Canadá, elegante e frequentemente ignorada Entre Toronto e Montreal está Ottawa. Deixa-la fora do roteiro é um erro que muitos cometem, pois a capital do Canadá é uma cidade de escala humana, ordenada e cheia de instituições nacionais, com um charme discreto que se revela devagar. O centro do poder é a Parliament Hill, o conjunto de edifícios neogóticos à beira do Rio Ottawa, onde acontece a troca da guarda no verão. Vista encantadora do Canal Rideau em Ottawa, cercado por vegetação exuberante e arquitetura icônica, incluindo o cenário urbano ao fundo. Um dia sereno com céu azul e reflexos tranquilos na água. A alma de Ottawa, porém, é o Rideau Canal, Patrimônio da Humanidade pela UNESCO. No verão, é palco de caiaque e passeios de barco; no inverno, congela e vira a maior pista de patinação natural do mundo, com quilômetros de gelo cruzando o coração da cidade. Some a isso museus nacionais de primeira linha — como o Museu Canadense da História, do outro lado do rio — e você tem uma parada que equilibra perfeitamente o roteiro entre Ontário e Quebec. Para quem é ideal: Quem gosta de história, museus e cidades tranquilas. Ótima parada estratégica entre Toronto e Montreal. Quanto tempo ficar: 1 a 2 dias. Dica: Se a viagem for no inverno, patinar no Rideau Canal é uma experiência que não existe em nenhuma outra capital do mundo. No verão, aposte nos museus e nos passeios de barco pelo canal. Montreal A metrópole vibrante e bilíngue Cruzar de Ontário para o Quebec é quase como mudar de país. Em Montreal, o idioma é o francês, a arquitetura tem sotaque europeu e a cidade pulsa com festivais o ano inteiro — do Festival Internacional de Jazz ao circuito gastronômico que rendeu à cidade fama de melhor cena de comida do Canadá. Roda-gigante se destaca ao pôr do sol contra o horizonte urbano, em meio ao vibrante Porto de Montreal. O coração histórico é a Vieux-Montréal (Old Montreal), de ruas de paralelepípedo e prédios centenários, onde fica a deslumbrante Basílica de Notre-Dame, com seu interior em azul profundo e dourado. Suba ao Mont-Royal, a colina que dá nome à cidade, para o melhor skyline da cidade; perca-se entre as bancas do Marché Jean-Talon, um dos maiores mercados a céu aberto da América do Norte; e reserve tempo para o Jardim Botânico, com seus jardins japonês, chinês e de povos originários. Montreal é uma cidade para caminhar, comer bem e sentir a mistura franco-norte-americana que não existe em nenhum outro lugar. Para quem é ideal: Amantes de gastronomia, cultura, festivais e atmosfera europeia sem cruzar o Atlântico. Casais e viajantes urbanos se encantam. Quanto tempo ficar: 2 a 3 dias. Dica: Se puder, viaje na temporada de festivais (verão). A cidade inteira vira palco, e a energia nas ruas é o que Montreal tem de melhor. Quebec A cidade mais europeia das Américas A cerca de 250 km de Montreal — três horas de estrada —, a Cidade de Quebec é o destino mais surpreendente desta lista. É a única cidade fortificada ao norte do México com suas muralhas ainda de pé, e a Vieux-Québec (Old Quebec) é Patrimônio da Humanidade pela UNESCO. Caminhar por ali é como atravessar uma vila francesa do século XVII. Vista aérea do icônico Château Frontenac em Quebec, Canadá, cercado pela beleza da arquitetura histórica e pela paisagem à beira do rio durante um pôr do sol encantador. O símbolo é o Château Frontenac, o hotel de torres verdes que domina a paisagem sobre o Rio São Lourenço — provavelmente o hotel mais fotografado do mundo. Abaixo dele, o Quartier Petit-Champlain enfileira ruelas estreitas, cafés e lojinhas que ficam ainda mais mágicas sob a neve. Vale a caminhada pela Terrasse Dufferin, o passeio de tabuleiro à beira do penhasco, e um táxi curto até as Cataratas Montmorency, mais altas que as do Niágara (ainda que muito menos volumosas). No inverno, Quebec vira um cenário de conto de fadas; no verão, floresce com esplanadas e festivais. Para quem é ideal: Quem busca charme, história e romantismo. É o destino que mais parece Europa em todo o continente. Quanto tempo ficar: 2 dias. Dica: Priorize hospedagem dentro ou colada à cidade antiga. Acordar dentro das muralhas, antes dos ônibus de turismo chegarem, é a melhor forma de viver Quebec. Comparativo rápido Toronto Niagara Falls Ottawa Montreal Quebec Província Ontário Ontário Ontário Quebec Quebec Perfil Metrópole cosmopolita Natureza icônica Capital histórica Cultura francófona Cidade fortificada Destaque CN Tower, bairros Horseshoe Falls Rideau Canal Old Montreal Château Frontenac Dias sugeridos 3 1–2 1–2 2–3 2 Idioma Inglês Inglês Bilíngue Francês Francês Ideal para Primeira viagem Todos História e museus Gastronomia e festivais Charme e romantismo Distâncias: Toronto–Niagara ~130 km (1h30) · Toronto–Ottawa ~450 km (4h30) · Ottawa–Montreal ~200 km (2h) · Montreal–Quebec ~250 km (3h). Roteiros a seguir O roteiro clássico: Toronto + Niagara (3 a 4 dias), seguindo para Ottawa (1 a 2 dias) e fechando em Montreal e Quebec (4 a 5 dias). É a sequência lógica de oeste para leste, tudo conectado por estrada ou trem, cobrindo o melhor da região em cerca de 9 a 11 dias. Roteiro curto (uma semana): Concentre em Toronto + Niagara e Montreal + Quebec, ligando as duas pontas por um voo curto ou pelo trem. Deixe Ottawa para uma próxima vez. Só cidade e cultura: Montreal e Quebec entregam a experiência mais europeia das Américas. Combine as duas (são complementares), e a viagem de uma à outra é curta. Primeira viagem com foco em ícones: Toronto pela cidade grande, Niagara pelas cataratas e Quebec pelo charme histórico. É o trio que mais impressiona quem nunca esteve no Canadá. A melhor época varia com o objetivo: o verão (junho a setembro) abre festivais, terraços e a natureza em pleno vigor; o outono pinta as florestas de vermelho e dourado em uma das paisagens mais bonitas do ano; e o inverno transforma Ottawa e Quebec em destinos de neve, com patinação no gelo e ares de conto de fadas. Seja qual for a estação, o leste do Canadá é seguro, acolhedor e diverso o bastante para render uma viagem inesquecível. Quer ajuda para montar o roteiro ideal pelo leste do Canadá? A Venice Travel desenha viagens sob medida para cada perfil e estação do ano.

  • Esquiar na América do Sul: Bariloche, Valle Nevado, Las Leñas, Chillán e Cerro Castor comparados

    Esquiar na América do Sul A América do Sul tem em seus destinos de ski – talvez - as estações mais subestimadas do mundo. No entanto, com o início da temporada que vai de junho a outubro, a Cordilheira dos Andes oferece altitude, neve de qualidade e infraestrutura que surpreendem quem ainda imagina que esquiar por aqui é uma segunda opção ao Alpes ou ao Colorado. Pois saiba, não é! Cinco resorts concentram a maior parte do turismo de neve na região: Cerro Catedral (Bariloche, Argentina), Valle Nevado (Chile), Las Leñas (Mendoza, Argentina), Nevados de Chillán (Chile) e Cerro Castor (Ushuaia, Argentina). Cada um tem um perfil distinto. Para ajudar na sua escolha, confira a comparação que fizemos entre essas ótimas opções. Cerro Catedral — Bariloche, Argentina O maior e mais estruturado da América do Sul Cerro Catedral é o resort mais visitado do continente, e não é à toa. Com 120 km de pistas distribuídas em 58 descidas — 15 verdes (iniciantes), 25 azuis (intermediários), 12 vermelhas (avançados) e 6 pretas (especialistas) —, ele oferece variedade para todos os níveis. A altitude vai de 1.050m a 2.180m, com um desnível vertical de mais de 1.000m e acesso por 35 elevadores. A infraestrutura na base é impressionante: um complexo com lojas, restaurantes, escola de ski e mais de 7.000 leitos a poucos minutos das subidas. A cidade de Bariloche fica a apenas 20 km, o que significa que você pode dormir num hotel boutique às margens do Lago Nahuel Huapi e ainda esquiar num resort de padrão europeu no mesmo dia. Para quem é ideal: Famílias, iniciantes, quem viaja pela primeira vez à região. É o resort mais fácil de "viver" — combinação de cidade turística consolidada com estrutura completa na montanha. Temporada: Junho a outubro. Melhores condições geralmente em julho e agosto. Dica: Se você vai com crianças ou iniciantes, Catedral tem o melhor sistema de ensino da região, com áreas dedicadas e instrutores certificados. Valle Nevado — Andes Centrais, Chile A maior altitude base do hemisfério sul Valle Nevado está a apenas 60 km de Santiago e é o resort de altitude mais alta da América do Sul no que se refere à base da estação: o vilarejo fica a 3.025m, com pistas que chegam a 3.670m. Isso faz uma diferença real na qualidade da neve — seca, leve, com menos tendência a empedrar. São 40 km de pistas em 37 descidas distribuídas em quatro níveis: 10% verdes (iniciantes), 36% azuis (intermediários), 33% vermelhas (avançados) e 21% pretas (especialistas) — uma proporção claramente inclinada para quem já tem experiência. A neve média anual é de 7 metros, e o sistema de canhões de neve recentemente ampliado garante cobertura mesmo em temporadas mais magras. Para heli-ski, Valle Nevado é referência absoluta — o acesso a campos virgens pelos helicópteros é uma das experiências mais buscadas por esquiadores avançados no mundo. A estrutura é mais voltada para o resort em si, sem a animação de uma cidade próxima. Quem fica no próprio Valle Nevado tem tudo o que precisa (hotéis, restaurantes, spa), mas a experiência é mais concentrada e menos diversa do que em Bariloche. Para quem é ideal: Esquiadores intermediários a avançados que priorizam qualidade de neve. Quem quer combinar com Santiago — a cidade tem conexões aéreas excelentes com o Brasil. Temporada: Junho a outubro. Melhor neve em julho e agosto. Dica: Em 2025, o resort concluiu melhorias nos elevadores (Andes Express, Mirador e Gondola) e no sistema de snowmaking. É um bom momento para visitar. Las Leñas — Mendoza, Argentina O paraíso do pó, o mais selvagem dos quatro Las Leñas é o favorito dos esquiadores que levam o esporte a sério. Fica na província de Mendoza, a 440 km da capital, e tem uma atmosfera muito mais isolada e autêntica do que os outros resorts desta lista. A base está a 2.240m e o pico a 3.430m — um desnível vertical de quase 1.200m. O diferencial de Las Leñas não é o número de pistas oficiais (são 30, com distribuição que favorece claramente vermelhas e pretas — o terreno verde e azul é minoria), mas o que está além delas: 36.000 acres de terreno off-piste, parte do atrativo que leva snowboarders e freeriders do mundo inteiro até lá. A neve é fria e seca, resultado da altitude e da localização mais ao sul da cordilheira. Quando a temporada é boa, é daquelas que ficam na memória. A infraestrutura é funcional, mas modesta em comparação com Catedral ou Valle Nevado. O resort tem hotéis e apartamentos dentro do complexo, mas não há uma cidade próxima. Isso cria um ambiente de "bolha" que pode ser encantador ou limitante, dependendo do perfil do viajante. Para quem é ideal: Esquiadores experientes, freeriders, quem quer desafio e terreno virgem. Também atrai quem busca a cena noturna mais intensa dos resorts andinos. Temporada: Fim de junho a setembro. Abertura em 2025 foi em 28 de junho. Dica: Reserve com antecedência. Las Leñas tem capacidade limitada de acomodação e os melhores períodos esgotam rápido, especialmente julho. Nevados de Chillán — Região de Ñuble, Chile O diferencial das termas e a descida mais longa da América do Sul Chillán é o resort mais peculiar desta lista — e, talvez por isso, um dos mais subestimados. A estação fica a cerca de 80 km da cidade de Chillán e tem uma combinação que não existe nos outros três: neve de qualidade + termas naturais vulcânicas. Depois de um dia de ski, você desce para piscinas termais em meio à floresta. Isso não é detalhe. No aspecto técnico, são mais de 30 pistas distribuídas em verdes e azuis (cerca de 30% do terreno, para iniciantes e intermediários), vermelhas (~40%) e pretas (~30%) — além de áreas amarelas de fora de pista —, com 30 km de extensão esquiável e destaque para Las Tres Marías — a descida mais longa da América do Sul, com 13 km atravessando floresta nativa. A altitude vai de cerca de 1.530m na base com um desnível vertical de aproximadamente 1.000m. Para a temporada 2025, o resort adicionou um parque de snow tubing e, pela primeira vez na história, passou a oferecer ski noturno, com iluminação solar ao longo de uma trilha de 2 km na floresta. É um resort em evolução, com investimentos consistentes nos últimos anos. Para quem é ideal: Quem quer uma experiência mais completa e menos óbvia. Casais, viajantes que combinam ski com bem-estar, famílias que querem algo diferente. Temporada: Meados de junho a meados de outubro. Dica: Reserve as termas com antecedência nos fins de semana. A demanda local é alta e o acesso é limitado. Cerro Castor — Ushuaia, Argentina O resort mais austral do mundo Cerro Castor ocupa um lugar único nesta lista — e no mundo. Localizado a apenas 26 km do centro de Ushuaia, na Terra do Fogo, é o resort de ski mais ao sul do planeta. Isso, por si só, já é um argumento de viagem. A experiência de esquiar com vista para o Canal de Beagle e os fiordes patagônicos não existe em nenhum outro lugar. Tecnicamente, são 32 pistas — 9 verdes (iniciantes), 6 azuis (intermediários), 8 vermelhas (avançados) e 3 pretas (especialistas) — e 26 km de extensão esquiável, com 12 elevadores e um desnível vertical de 800m. A base fica a apenas 195m de altitude e o topo a 1.057m — números modestos comparados aos Andes centrais, mas a neve compensa. Por estar mais ao sul e úmido, a neve tende a ser mais pesada do que em Las Leñas ou Valle Nevado, mas a cobertura é confiável: é o único resort da Argentina que garante quatro meses de temporada da base ao topo. O grande diferencial não é só o ski. Ushuaia é uma cidade turística completa, com boa oferta de hotéis, restaurantes e atividades paralelas — trilhas no Parque Nacional Tierra del Fuego, navegação pelo Canal de Beagle, avistamento de fauna patagônica. Para quem quer combinar ski com uma viagem mais ampla ao fim do mundo, Cerro Castor é imbatível. Para quem é ideal: Viajantes que querem aliar ski a uma experiência patagônica completa. Também indicado para quem já conheceu Bariloche e quer algo radicalmente diferente. Temporada: Junho a outubro, com abertura geralmente em meados de junho. Dica: Combine com pelo menos 2 ou 3 dias livres em Ushuaia para aproveitar o entorno. A cidade merece a visita por si mesma. Comparativo rápido Cerro Catedral Valle Nevado Las Leñas Chillán Cerro Castor País Argentina Chile Argentina Chile Argentina Altitude (base/topo) 1.050m / 2.180m 3.025m / 3.670m 2.240m / 3.430m 1.530m / ~2.400m 195m / 1.057m Km de pistas 120 km 40 km 30 pistas oficiais 30 km 26 km Cores das pistas 15 verdes / 25 azuis / 12 vermelhas / 6 pretas 10% verde / 36% azul / 33% vermelho / 21% preto Maioria vermelha e preta ~30% verde+azul / ~40% vermelho / ~30% preto 9 verdes / 6 azuis / 8 vermelhas / 3 pretas Elevadores 35 — 14 16 12 Perfil de neve Boa, variável Excelente, muito seca Excelente, pó leve Boa, úmida no início Confiável, mais pesada Cidade próxima Bariloche (20 km) Santiago (60 km) Não Chillán (80 km) Ushuaia (26 km) Melhor para Famílias, iniciantes Intermediários/avançados Avançados, freeriders Quem quer experiência completa Viagem patagônica completa Diferencial Infraestrutura e cidade Altitude e heli-ski Off-piste, desnível Termas + descida mais longa Resort mais austral do mundo Qual escolher? Primeira viagem à região: Bariloche. A combinação de cidade turística + resort bem estruturado facilita a logística e oferece alternativas mesmo em dias de mau tempo. Melhor neve e altitude: Valle Nevado. A base alta garante neve de qualidade consistente, e a proximidade com Santiago torna a logística simples para quem vem do Brasil. Esquiador avançado: Las Leñas, sem hesitar. O off-piste é sem par na América do Sul e a experiência é autêntica — mas exige planejamento e reserva antecipada. Experiência diferente: Nevados de Chillán. Se você quer aliar ski a termas naturais, descidas longas por floresta nativa e um ritmo mais tranquilo, Chillán entrega algo que os outros simplesmente não têm. Viagem ao fim do mundo: Cerro Castor. Se a Patagônia já está no seu roteiro e você quer esquiar no resort mais austral do planeta com vista para o Canal de Beagle, não há alternativa. A boa notícia é que nenhum dos cinco decepciona. A América do Sul tem neve de verdade, infraestrutura crescente e preços que ainda fazem sentido quando comparados à Europa ou ao hemisfério norte. A temporada de 2025 confirmou isso — e 2026 já promete ser ainda melhor. Temporada andina: junho a outubro. Melhores condições geralmente entre meados de julho e meados de agosto.

  • Como montar uma mala inteligente para viagens de inverno

    Tem gente que ama viajar no inverno. Outros entram em pânico só de pensar na mala de viagem de inverno. E faz sentido. Viajar para destinos frios exige planejamento de verdade, principalmente quando a temperatura muda muito ao longo do dia, quando existe chance de neve ou quando a viagem mistura cidade, montanha e restaurantes mais arrumados. A boa notícia: você não precisa levar metade do armário para viajar bem no frio. Uma mala inteligente de viagem de inverno é menos sobre quantidade e mais sobre estratégia. O frio muda completamente o ritmo da viagem. Diferente do verão, em que quase tudo funciona, viajar no inverno exige roupas mais pensadas, conforto térmico e praticidade. Você passa mais tempo caminhando de casaco, entrando e saindo de ambientes aquecidos, enfrentando vento, chuva ou neve. E isso faz com que as camadas sejam muito mais importantes do que simplesmente levar peças pesadas na mala de viagem de inverno. Além disso, não existe um único tipo de inverno. Uma viagem para Paris em dezembro pede uma mala completamente diferente de uma semana esquiando em Aspen ou Valle Nevado. O frio seco europeu, a neve intensa nas montanhas, o inverno mais urbano ou até temperaturas mais amenas mudam totalmente o que vale levar. Antes de começar a mala A melhor mala de viagem de inverno começa antes mesmo de abrir a mala. Confira a temperatura média real do destino, não apenas “frio” ou “quente”. Uma cidade com mínima de 10°C exige roupas completamente diferentes de um destino com temperaturas negativas. Também vale olhar: previsão de chuva ou neve; quantidade de deslocamentos; restaurantes ou eventos mais formais; necessidade de roupas técnicas para esportes de neve; lavanderia disponível no hotel. Isso evita excesso de peso e peças que nunca serão usadas. A lógica das camadas muda tudo Quem viaja para frio pela primeira vez costuma errar no exagero: um casaco enorme e pouca estratégia por baixo. O mais eficiente é se vestir em camadas. Primeira camada: térmica É a peça que mantém o calor próximo ao corpo. Faz mais diferença do que muita gente imagina. Vale investir em: segunda pele térmica; meias apropriadas; tecidos respiráveis. Segunda camada: isolamento Aqui entram tricôs, fleeces, cashmere e moletons mais estruturados. Essa camada cria conforto sem pesar. Terceira camada: proteção externa É o casaco que protege de vento, chuva ou neve. Para destinos com neve, peças impermeáveis fazem diferença real. Não é exagero. Roupa molhada no frio pode acabar com o dia. O que realmente vale levar Algumas peças funcionam muito melhor do que outras em mala de viagem de inverno. Casacos curingas Um bom casaco resolve praticamente metade da mala. O ideal é escolher modelos neutros, que funcionem tanto de dia quanto à noite. Botas confortáveis Bonitas, sim. Mas principalmente confortáveis e resistentes à água. Em cidades muito frias, ruas molhadas e neve derretida fazem parte da rotina. Acessórios que parecem pequenos, mas não são Cachecol, luva e gorro ocupam pouco espaço e mudam completamente a experiência da viagem. No frio intenso, proteger extremidades faz muita diferença. Como economizar espaço na mala Casacos e botas ocupam espaço rápido. Algumas estratégias ajudam bastante na mala de viagem de inverno: viaje usando o casaco mais pesado; monte looks que conversem entre si; escolha uma paleta de cores mais neutra; leve menos peças “de ocasião”; use organizadores de mala. Uma verdade pouco falada: viagens de inverno costumam render menos fotos diferentes justamente porque repetimos casacos. E tudo bem. Para destinos com neve: o que não esquecer Quem vai pegar neve de verdade precisa pensar além da estética. Alguns itens fazem diferença: luvas impermeáveis; óculos de sol; hidratante facial e labial; protetor solar; meias térmicas; roupas impermeáveis; segunda pele. O frio extremo resseca pele, olhos e lábios muito mais rápido do que muita gente espera. Destinos para curtir o inverno No Brasil, algumas cidades ganham um clima completamente diferente durante os meses frios. Gramado, Campos do Jordão e a Serra Catarinense ficam mais movimentados entre junho e agosto, especialmente nos finais de semana. Restaurantes lotam, hotéis disputados esgotam rápido e as temperaturas podem surpreender. Para quem quer neve de verdade, América do Sul costuma ser o caminho mais prático. Valle Nevado, no Chile, e Bariloche, na Argentina, funcionam muito bem para quem quer combinar paisagem nevada, gastronomia e experiências de esqui sem precisar atravessar o mundo. Já quem busca viagens maiores encontra experiências completamente diferentes no inverno europeu, canadense ou japonês, especialmente entre dezembro e fevereiro. Viajar no inverno exige mais planejamento do que no verão, mas muitas vezes entrega experiências mais memoráveis. Tem algo especial em voltar para o hotel depois de um dia frio, pedir um vinho, jantar sem pressa e sentir que o destino desacelerou junto com você. E talvez seja exatamente por isso que tanta gente se apaixona por viagens de inverno. Na Venice, acreditamos que cada destino tem uma melhor forma de ser vivido. E o inverno, definitivamente, pede experiências mais lentas, aconchegantes e bem planejadas. Afinal, quando a viagem é pensada nos detalhes, até o frio vira parte da memória boa. E se você está pensando na sua próxima viagem de inverno, a Venice pode te ajudar a planejar a experiência perfeita, com roteiros personalizados, hotéis escolhidos nos detalhes e toda a curadoria necessária para você aproveitar o melhor da temporada sem preocupação. Agora queremos saber: você é do time que ama viajar no frio ou ainda sofre na hora de montar a mala?

  • Japão: tudo que você precisa saber antes de comprar a passagem para sua viagem

    Tem destinos que você visita e esquece em seis meses. O Japão não é um desses. Não conheço uma única pessoa que foi e voltou indiferente — todo mundo volta com alguma coisa diferente: obsessão com a comida, saudade do metrô que sempre atrasa zero segundos, ou aquela sensação estranha de ter se sentido completamente estrangeira num país onde ninguém fala inglês e mesmo assim nada deu errado. É um país que parece impossível de funcionar e funciona perfeitamente. Assustador e acolhedor ao mesmo tempo. Vale cada hora de voo. Sobre o destino O Japão tem quatro ilhas principais — Honshu, Hokkaido, Kyushu e Shikoku — e mais de 6.800 menores. Na prática, a maioria das viagens passa por Tokyo, Kyoto e Osaka, com variações dependendo do que você quer ver. Tokyo é caos e eficiência numa proporção que não deveria funcionar. Kyoto é o Japão das geishas, dos templos, dos bambus. Osaka é onde as pessoas comem demais de propósito e ficam orgulhosas disso. Cada cidade tem personalidade própria, e as três juntas já justificam a viagem. Clima e melhor época para ir Aqui depende muito do que você quer encontrar. Se você gosta de frio: dezembro a fevereiro é o inverno japonês. Em Tokyo, a temperatura fica entre 2°C e 10°C. Se a ideia é ver neve de verdade, Hokkaido (ao norte) transforma em paisagem de postal. Sapporo chega a -10°C em janeiro. Roupa de cebola, luvas, bota boa. Se você prefere calor: julho e agosto são quentes e úmidos, com temperaturas em torno de 32°C e sensação térmica que não perdoa. Temporada de tufões também. É viável, mas exige tolerância ao suor. A melhor época pra maioria das pessoas: primavera (março a maio) ou outono (outubro e novembro). Na primavera, as cerejeiras florescem e o país inteiro para pra fotografar. Em Tokyo, o pico costuma ser entre final de março e início de abril — e muda todo ano, tem até site de previsão de florada. No outono, as folhas mudam de cor e os templos de Kyoto ficam com aquele laranja e vermelho que você vai querer emoldurar. Cuidado com o Golden Week: o feriado prolongado japonês, geralmente entre final de abril e início de maio, transforma os pontos turísticos em aglomerações históricas. Hotéis ficam caros e lotados com meses de antecedência. Se der, evite. Pra quem é essa viagem? Casal / lua de mel: Kyoto foi feita pra casais. Um ryokan (hospedagem tradicional japonesa) com jantar kaiseki e onsen privativo é uma das experiências mais memoráveis que existe. Hakone, com vista pro Monte Fuji, também entra no roteiro. Família com crianças: funciona muito bem, desde que os pequenos aguentem bastante caminhada. A Tokyo DisneySea (diferente da americana, e muitos dizem que é melhor) é um clássico. O parque dos veados de Nara — onde os animais ficam soltos e vêm até você pedir biscoito — é garantia de sucesso com crianças. Os teamLab (museus de arte interativa) costumam encantar qualquer faixa etária. Bebês: possível, mas exige planejamento extra. O metrô tem escadas por todo lado — nem sempre tem elevador na estação que você precisa. Carrinho de bebê pode virar um problema em dias de movimento. Se der, prefira carregador de bebê nos dias mais cheios. Adultos sem crianças: o Japão ganha outra camada. Os izakayas (bares japoneses) pra comer tudo por um preço fixo, os bares de whisky em Shinjuku, os onsen coletivos (banho termal compartilhado, sem roupa — tem etiqueta própria, mas vale a experiência). A vida noturna de Tokyo tem camadas que dão pra explorar sem pressa. Quantos dias você precisa? Roteiro mínimo decente: 10 dias Tokyo (4 dias) → Kyoto (3 dias) → Osaka (2 dias) + 1 dia de folga pra atrasos ou imprevistos. Roteiro mais confortável: 14 dias Adiciona Hiroshima e Miyajima (imperdíveis, dá pra fazer como dia completo saindo de Osaka ou Kyoto), Nara, e talvez uma noite em Hakone. Roteiro estendido: 18-21 dias Quem quer Hokkaido, Okinawa ou as cidades menores como Kanazawa e Takayama já precisa de mais tempo — e mais planejamento. Não tente fazer tudo numa primeira viagem. Não consigo. Ninguém consegue. O país é grande e vai pedir uma segunda visita de qualquer jeito. O que não pode ficar de fora Em Tokyo: Senso-ji (Asakusa) — o templo mais antigo da cidade. Chegue cedo. Antes das 8h tem uma atmosfera completamente diferente do meio do dia. Shibuya Crossing — o cruzamento mais movimentado do mundo. Veja do alto do Scramble Square ou do Starbucks que fica de frente. Shinjuku à noite — tanto o lado dos bares quanto o Golden Gai, uma série de vielas com bares minúsculos de 6 lugares. teamLab Planets — reserva com antecedência, os ingressos esgotam. Em Kyoto: Fushimi Inari — os mil torii laranjas subindo a montanha. Vá cedo de manhã pra pegar com menos gente. A subida completa leva cerca de 2 horas. Arashiyama — o bosque de bambus, o templo Tenryu-ji e o lago. Um dos lugares mais bonitos do país, sem exagero. Gion ao entardecer — o bairro histórico onde ainda circulam maiko (aprendizes de geisha). Não fotografe sem permissão. Em Osaka: Dotonbori — a rua gastronômica com takoyaki, ramen, kushikatsu. Coma demais. É a proposta. Castelo de Osaka — lindo por fora. O interior é um museu razoável. Mas a vista lá de cima compensa. Perto de Kyoto/Osaka: Hiroshima e Miyajima — o Memorial da Paz é impactante de um jeito que a foto não consegue transmitir. Em Miyajima, o torii vermelho dentro da água é uma das imagens mais icônicas do Japão. Nara — os veados sagrados que andam livremente pela cidade. Compre os biscoitos nas barracas e prepare-se pra ser cercado. Dicas práticas (a parte que ninguém lembra de checar) Visto: brasileiros não precisam de visto para turismo por até 90 dias. Leve o passaporte válido e comprovante de reserva de hospedagem na entrada. Vacinas: não há exigência de vacina pra entrar no Japão. Se você tiver a febre amarela em dia (obrigatória pra quem sai do Brasil pra alguns países e às vezes cobrada na volta), ótimo — mas não é requisito japonês. Dinheiro: o Japão ainda é um país de dinheiro em espécie. Muitos restaurantes, lojas menores e máquinas de venda não aceitam cartão. Saque no aeroporto ao chegar (os caixas do Seven Bank e do Japan Post funcionam com cartões internacionais). Leve iene suficiente pro dia antes de sair do hotel. Internet: compre um pocket WiFi ou um chip local antes de chegar, ou reserve pelo aeroporto. Sem internet você não funciona — o Google Maps é seu melhor amigo no transporte público. Transporte: o sistema de metrô parece assustador no mapa, mas é extremamente intuitivo na prática. Compre um IC Card (Suica ou Pasmo) assim que chegar — é um cartão recarregável que funciona em qualquer cidade. Se for viajar entre Tokyo, Kyoto e Osaka, o JR Pass pode compensar dependendo da quantidade de deslocamentos. Faça a conta antes. Idioma: pouquíssima gente fala inglês fora de hotéis e aeroportos. Baixe o Google Translate com o japonês offline e ative a câmera de tradução — ela funciona em menus, placas e tudo mais. Segurança: o Japão é um dos países mais seguros do mundo. Carteira esquecida numa mesa de restaurante provavelmente vai estar lá quando você voltar. Dito isso, fique atento em dias de multidão intensa — Shibuya no Ano Novo ou o Golden Week nos trens. Não porque tem crime, mas porque o esmagamento físico é real. Calçados: você vai tirar o sapato muito. Em ryokans, em alguns restaurantes tradicionais, em algumas lojas. Leve tênis que você consegue tirar e colocar rápido, sem amarrar mil vezes. Protetor solar: essencial no verão. No inverno, o frio seco resseca a pele — hidratante também entra na mala. Tomadas: o padrão japonês é americano (tipo A, duas pinos chatos). A voltagem é 100V — a maioria dos aparelhos modernos funciona, mas confira antes. Curiosidades que ninguém te conta sobre a viagem para o Japão As máquinas de venda automática vendem de tudo: lata de café quente, meias, sorvete, guarda-chuva, ovos cozidos. Tem em qualquer esquina do país. É viciante parar em cada uma. O KitKat japonês vem em dezenas de sabores que não existem em nenhum outro lugar: matchá, sakê, batata assada, flor de cerejeira. Viram souvenir. Dar gorjeta é considerado indelicado. Não faça isso — pode constranger quem recebe. Existe um serviço de entrega de bagagem entre cidades (takkyubin / kuroneko). Você manda a mala do seu hotel em Tokyo direto pro hotel em Kyoto por um preço ridículo e passa o dia sem carregar nada. Absolutamente genial. O Monte Fuji fica fechado pra escalada entre outubro e junho. Se a ideia é subir, tem que planejar a viagem em julho ou agosto — e mesmo assim a condição climática decide. Muita gente não consegue chegar ao topo. Próxima parada: Kyoto ou Osaka? Conta pra gente nos comentários.

  • Saiba tudo sobra a Rota dos Milagres!

    O litoral do estado de Alagoas é considerado um dos mais bonitos do Brasil. Por esse motivo, é importante que você saiba tudo sobre a Rota dos Milagres, que além de todo o charme, essa região nordestina ainda conta com belezas naturais de tirar o fôlego. Mas, você sabe de onde vem o termo Rota dos Milagres? Bom, como foi dito, é uma região do litoral alagoano, mais especificamente no norte do estado. Ficou famosa pela beleza natural, espiritualidade e experiências transformadoras relatados por muitos visitantes que passam por ali — daí o nome “milagres”. As cidades que mais se destacam na rota são: São Miguel dos Milagres, Passo de Camaragibe e Porto das Pedras. Seguindo mais ao norte do estado, é possível chegar na divisa de Pernambuco. Então, agora é hora de se aprofundar ainda mais nesse paraíso brasileiro. Como chegar? Existem duas possibilidades de chegar até à Rota dos Milagres: uma delas é partindo da capital de Alagoas, Maceió. A outra é pela capital Pernambucana, a cidade do Recife. Para quem opta por partir de Maceió, é só seguir pela estrada BR-101 em direção norte. Agora se a opção é sair de Recife, o caminho é seguir pela estrada PE-060 até a cidade de Japaratinga e lá ir de balsa até a cidade de Porto das Pedras, sentido Maceió. Atrativos Como já foi dito, a Rota dos Milagres passa por várias pequenas cidades e cada uma delas tem seus próprios atrativos. Sendo assim, optamos por falar de cada uma separadamente, uma forma a ajudá-lo a escolher a sua preferida. Ah, mas fique atento: as praias não possuem a estrutura que estamos acostumados, como quiosques ou barracas à beira mar. Portanto, verifique se o hotel ou a pousada que você escolheu oferecem a opção de refeições para evitar o sufoco durante o passeio. Vamos a elas. Passo de Camaragibe A Barra de Camaragibe é a principal praia desta cidade e é onde está localizada uma pequena vila de pescadores. De águas cristalinas, quase transparentes, são tão calmas que parecem uma piscina e, por isso, turistas aproveitam para praticar esportes como stand up paddle.  Outro destaque da região é a Praia do Marceneiro, onde uma das opções para se hospedar é a Pousada O Casarão. As instalações dispõem de piscina, bar, quartos privativos com ar-condicionado e outras comodidades, além de uma piscina para se refrescar. Se você quer uma opção mais exclusiva, pode optar pela pousada Infinito Mar. Essa hospedagem oferece bangalôs de frente para o mar, bar e quartos muito confortáveis que podem contar até com banheira de hidromassagem. São Miguel dos Milagres A cidade de São Miguel dos Milagres é a mais famosa da região. O pequeno vilarejo conta com rua principal com várias casinhas coloridas que deixa um visual lindo e rende muitas fotos charmosas. Além da paisagem da rua principal, a cidade ainda tem praias paradisíacas onde o principal atrativo é a beleza inata do lugar. A mais famosa é a Praia do Riacho, que tem um rio que deságua nas águas da praia. Assim, o viajante tem o prazer de desfrutar de um banho de mar em água salgada e um banho de rio em água doce. Praia do Toque Essa cidade é a que possui mais piscinas naturais da região da Rota dos Milagres. Para chegar às piscinas, é necessário locar uma das inúmeras jangadas disponíveis. Esse é um dos passeios mais conhecidos da rota e que agrada muito os visitantes, já que a praia oferece várias redes à beira do mar, um recanto para desfrutar essa bela praia. É na Praia do Toque que também é possível encontrar uma grande quantidade de restaurantes e pousadas de São Miguel dos Milagres. Em relação à hospedagem, uma sugestão é a pousada batizada com o mesmo nome da cidade: Pousada Vila do Toque. Essa opção tem um jardim enorme e deslumbrante, além de bar, piscina e restaurante. Outra vantagem é que os hóspedes têm a opção de usar as bicicletas, pranchas de stand up paddle ou caiaques, disponíveis na pousada e que estão inclusas no valor da diária. Já a Pousada Riacho dos Milagres, é mais uma opção interessante para quem quer se hospedar na região da Praia do Riacho. Essa pousada tem uma estrutura muito elegante e está localizada a beira mar, o que é um atrativo a mais. Além disso, a pousada também oferece restaurante e bar. Porto de Pedras Outra vila que faz parte da Rota dos Milagres é a Porto das Pedras. Ali acontece o Projeto Peixe-Boi, onde foi criada uma espécie de santuário com o objetivo de preservar esses animais, comuns nas águas do Rio Tatuamunha. Atualmente a estimativa é que apenas quinhentos peixes-boi vivam na região, graças a projetos como o do Peixe-Boi, fundamental para sua preservação. Isso, além de estimular o  turismo  ecológico, é uma excelente alternativa para auxiliar o desenvolvimento sustentável da região. Outra atração importante é o farol que foi instalado pela Marinha do Brasil em 1933, durante a Segunda Guerra Mundial, o que mostra a importância do local para as rotas marítimas. É possível encontrar algumas opções para se hospedar em Porto de Pedras e uma delas é a Pousada Bora Pira. Muito elogiada na região, essa pousada oferece piscina ao ar livre, possui bar, jardim e um belo terraço. Praia da Laje No vilarejo da Praia da Laje é possível conhecer essa maravilha de mesmo nome, com águas claras e transparentes e areia branquinha. O toque especial desta praia é por ser cercada por diversos coqueirais e estar, geralmente, deserta, um privilégio para quem quer aproveitar um dia inteiro de tranquilidade e sossego em um cenário que mais parece o paraíso. Praia do Patacho Essa é uma praia bem importante e uma das mais extensas da região. Quando a maré está mais baixa, a Praia do Patacho se transforma em uma linda piscina natural, onde os banhistas conseguem caminhar por longas distâncias mar adentro e desfrutar de momentos maravilhosos. Uma opção para se hospedar na Praia do Patacho é a Pousada Villages. Ela está localizada na beira da praia e quem se hospeda pode desfrutar de uma linda piscina e um bar com bons drinks. Outra grande opção no Patacho é a Casa Brasileira, hotel e galeria, um refúgio com detalhes obsessivamente pensados, da circulação ao décor. É marcada por adornos e arabescos, típicos da arquitetura da região, e pelo azul turquesa nas esquadrias, impressiona com sua seleção incrível de artesanato nordestino, garimpado sem pressa, junto às obras de arte, escolhidas em antiquários. Uma grande escolha. Venice Turismo Para visitar a ROTA DOS MILAGRES e lugares exuberantes como esse conte com a expertise da  Venice Travel .  Estamos sempre prontos para te ajudar a elaborar roteiros diferenciados no Brasil ou no exterior. Continue nos acompanhando pelo VNC NEWS e nos  siga no Instagram  para dicas de viagem! @veni cetraveltour.

  • Explorando a China: Uma Viagem Inesquecível entre Tradição e Futuro

    Acabamos de retornar de uma jornada fascinante pela China — um destino que mescla séculos de história com a imponência da modernidade em um contraste encantador.   Durante essa experiência, visitamos quatro cidades marcantes: Pequim, Chengdu, Chongqing e Shanghai  — cada uma com sua identidade única, sabores irresistíveis, paisagens impressionantes e experiências culturais autênticas.   Se você sonha em conhecer a China, este post é para você. Acompanhe com a gente essa travessia entre o passado e o futuro — diretamente da terra da muralha para o seu roteiro de viagem!     Pequim: História Viva em Cada Esquina   Pequim é uma cidade que respira história. Entre ruas modernas e construções milenares, a capital chinesa surpreende pela grandiosidade de seus monumentos e pela intensidade cultural.   É o ponto onde o passado imperial se mistura com a força contemporânea da capital chinesa. Dois destaques dessa etapa: A Grande Muralha da China (Mutianyu) Uma experiência de tirar o fôlego — literalmente. Visitamos o trecho de Mutianyu, um dos mais preservados e acessíveis, com opções como teleférico, caminhada pelas torres e até uma descida de tobogã (sim, é possível!). A vista do alto é simplesmente inesquecível — uma mistura de natureza, silêncio e a força da história. Palácio Imperial (Cidade Proibida) O coração do antigo império chinês. São mais de 900 edifícios, pátios imensos e salões decorados, onde imperadores das dinastias Ming e Qing viveram por quase 500 anos. Localizado ao norte da Praça Tiananmen, o local exige tempo, bons sapatos e atenção aos detalhes. Dica: chegue cedo e, se possível, use um guia ou audioguia para aproveitar ao máximo.      Chengdu: A Capital dos Pandas   Após dias intensos em Pequim, voamos rumo a Chengdu, no sudoeste da China. Conhecida por sua gastronomia apimentada e pelos adoráveis pandas gigantes, a cidade encanta pela atmosfera acolhedora e pela mistura entre o tradicional e o contemporâneo.   Chengdu é um dos destinos mais emblemáticos da China — e por boas razões:   Base de Pesquisa de Pandas Gigantes: melhor lugar para observar pandas de perto e aprender sobre os esforços de preservação da espécie. Ideal visitar pela manhã, quando os animais estão mais ativos. Jinli Ancient Street e Wuhou Temple: vivencie a essência de Sichuan entre arquitetura tradicional, artesanato, comidas típicas e apresentações culturais. Canais de Kuanzhai e Wenshu Monastery: espaços onde a rotina local e o espiritual se unem, com modernas galerias de arte ao lado de templos e casas de chá. Mount Qingcheng e Dujiangyan: trilha sagrada taoísta cercada por vegetação e o sistema hidráulico milenar de Dujiangyan, que controla inundações há mais de 2.000 anos e ainda funciona hoje.    Chongqing: A Cidade das Colinas e dos Sabores   Ainda em Sichuan, seguimos para Chongqing — uma cidade surpreendente, cheia de personalidade. Conhecida como a "cidade das colinas", é famosa por sua culinária única ( hot pot  picante!), arquitetura vertical e paisagens urbanas cinematográficas.   Foi uma imersão cultural intensa e saborosa — literalmente!   Hongya Cave e Jiefangbei: o famoso complexo de construções em palafita com vista para o rio Jialing; iluminado à noite, vira uma experiência entre luzes e gastronomia local. Estação Liziba: um trem passa literalmente por um prédio residencial — uma curiosidade arquitetônica única. Passeio pelo Yangtze e Três Gargantas: um cruzeiro pelas famosas gargantas (Qutang, Wu, Xiling) revela paisagens deslumbrantes e históricas no melhor do outono. Chongqing Grand Theatre: teatro às margens dos rios Yangtze e Jialing, com design contemporâneo icônico na skyline da cidade.   Shanghai: O Futuro Encontrou seu Lugar   Encerramos a jornada em Shanghai, a metrópole mais moderna e internacional da China.   Shanghai combina tradição, arte e marcos futuristas de tirar o fôlego.   Yu Garden e Cidade Antiga: um oásis tranquilo com pavilhões clássicos e lagos cercados por arquitetura tradicional da dinastia Ming. Shanghai Tower e Pudong Skyline: vista espetacular da cidade a partir do observatório no 118º andar de um dos prédios mais altos do mundo. French Concession, Tianzifang e Xintiandi: bairros charmosos para explorar arte, cafés e ateliês em construções que mesclam tradição e modernidade urbana. The Bund & Cruzeiro no Rio Huangpu: pôr do sol e noites iluminadas em que é possível ver o reflexo das luzes dos edifícios coloniais contrastando com os arranha-céus de Pudong. Foi o fechamento perfeito de uma viagem que uniu história, cultura, conforto e aventura.   China com a Venice Travel: Experiências que Transformam   Essa jornada em grupo mostrou que a China é um país de contrastes, emoções e descobertas constantes.   E com um roteiro bem planejado, hospedagens estratégicas e curadoria cuidadosa, tudo se torna ainda mais especial.     Destaques da Experiência   Roteiro completo que une cultura, natureza e inovação em um único percurso. Destinos cuidadosamente selecionados para conectar o histórico e o contemporâneo. Imersão em tradições locais: desde o chá e pandas em Chengdu até o hot pot spicy e shows de ópera. Cenários perfeitos para fotos: muralha, templos, metrópoles iluminadas e rios serenos.     Quer viver essa experiência? Entre em contato com a Venice Travel  e descubra como explorar a China com conforto, segurança e riqueza cultural — do seu jeito.

  • Deserto do Atacama: 11 dicas de turismo nesta pérola chilena

    O Chile é um país de contrates: comprido e estreito, possui cerca de 6.000 quilómetros de litoral no extremo oeste da América do Sul, ao lado do Oceano Pacífico. Sua geografia é extremamente diversa, o que o torna um destino turístico muito interessante. Deserto do Atacama (norte), Santiago e Região Central, Região dos Lagos (sul), Patagônia Chilena, além da distante Ilha de Páscoa, são exemplos da diversidade de opções deste país encantador. Mas uma das grandes preciosidades do Chile é o exótico Deserto do Atacama, que oferece uma variedade de passeios por paisagens de beleza singular. A região é totalmente voltada ao turismo, o que torna fácil aproveitar ao máximo tudo o que o lugar tem de melhor. Não se iluda em pensar que há pouco a se fazer no Deserto do Atacama, pois existem muitas possibilidades. Reserve de 4 a 7 dias para conseguir aproveitar as atrações turísticas do lugar, porque menos dias vão deixar saudades. Destacamos 11 lugares escolhidos a dedo para você conhecer e desfrutar essa incrível viagem. Onde fica o Deserto do Atacama O Deserto do Atacama fica ao norte do Chile e faz fronteira com Argentina, Bolívia e Peru, pois todo o seu território abrange uma área de mais de 100.000 metros quadrados, ou seja, mais de 1.000 km de extensão.  Para chegar ao local você terá que pegar um voo até a capital Santiago e em seguida outro até o aeroporto de Calama, o mais próximo do Deserto do Atacama, a 100 km de San Pedro do Atacama, partida da maioria dos roteiros, uma pequena cidade de apenas 2.000 habitantes. O que fazer no Deserto do Atacama Entre as opções você encontra salinas - as mais famosas do mundo; vulcões - isso mesmo, no plural, pois alguns ainda são ativos -, lagos e piscinas termais no meio do deserto; trilhas dos povoados antigos; show de flamingos; esportes, cavalgadas e muito mais, confira: 1. San Pedro de Atacama A 2.400 m de altitude, San Pedro de Atacama é por onde se inicia a aventura no Deserto do Atacama. Com muitas casas de Adobe, o lugar também possui toda a infraestrutura para o turismo, de onde vem o sustento atual da cidade. Você encontra, hotéis, restaurantes, bares, agências com vários tipos de passeios disponíveis e casas de câmbio, ou seja, tudo o que é necessário para uma viagem turística. 2. Piedras Rojas Para ir para Piedras Rojas você terá de escolher um passeio combo, ou seja, com outra opção, como por exemplo o Trópico de Capricórnio ou Lagunas Altiplânicas. Independente de qual irá optar, a visão de Piedras Rojas é imperdível, lindo e diferente de tudo que você já viu.  3. Lagunas Altiplânicas Lagunas Altiplânicas fica muito próximo a Piedra Rojas e o local é tão lindo quanto. Juntos, formam uma beleza inexplicável e natural do Deserto do Atacama. Parece uma pintura com lagunas (lagoas) azuis muito belas, como a Miñique e a Laguna Miscanti. As cores em contraste com os tons amarelados da vegetação e marrons das montanhas ao fundo, somados aos vulcões com neve no topo, encantam qualquer visitante.  4. Tour astronômico O Deserto do Atacama é local perfeito para observar estrelas. Há quem diga que não existe melhor lugar no mundo para se ver um céu tão estrelado. Por 2 razões, a primeira é que o deserto é muito alto e distante, assim nenhuma luz da noite das metrópoles pode atrapalhar. Além disso, as nuvens quase não chegam permitindo um céu sempre limpo. Existem diversos Tours astronômicos para escolher. Um com grupos maiores, e com muitos telescópios para que todos possam ver, e outro com um telescópio grande disponível para o turista em menor quantidade. Uma dica importante: evite ir durante a lua cheia, quando a luminosidade é mais intensa e ofusca a visão de objetos celestes mais tênues, como galáxias, nebulosas e até algumas estrelas menos brilhantes. 5. Salar de Atacama Salar de Atacama é considerado o maior depósito de sal do Chile. Possui uma área de 300.000 km quadrados e fica a 55 km de San Pedro de Atacama. Belos flamingos de cor rosada chamam a atenção, além outras aves como: gansos, patos e nhandus, também fartos na região. 6. Trekking nos vulcões de Atacama Você já praticou o Trekking? Basicamente é uma caminhada em trilhas de difícil acesso. No Deserto do Atacama, esses obstáculos são cactos gigantes, vulcões e colinas.  Vale lembrar que as caminhadas se iniciam às 8h da manhã para aproveitar o dia, quando ainda está um pouco frio. Caso opte pelo trekking em vulcão, vale a pena conhecer o Lasca, sempre ativo. Como a caminhada é longa, não faça isso no primeiro dia, quando o seu corpo ainda não está aclimatado com a altitude, pois não irá aguentar o percurso. 7. Salar de Tara Salar de Tara é um pouco mais longe de San Pedro de Atacama, por esse motivo não são todas as agências que oferecem esse tour. O caminho é por trilhas ou pela areia. No caminho você irá encontrar enormes rochas com mais de 17 metros de altura, grandes esculturas construídas pela natureza, além de uma linda lagoa para vislumbrar.   8. Valle de la Luna + Valle de la Muerte O passeio pelo Valle de la Luna e o Valle de la Muerte geralmente acontece no primeiro dia e ao entardecer. O caminho é um pouco estreito, com locais onde chega a ser preciso deitar-se no chão para atravessar. Importante levar a lanterna. Mas vale a pena, pois, por ser em local alto, permite uma bela vista de todo o Deserto do Atacama. A pedra Coiote é uma rocha suspensa com uma visão incrível, que permitirá que você se sinta como se estivesse voando. Por esse motivo, há filas para tirar fotos. 9. Pukara de Quitor Pukara de Quitor é um sítio arqueológico do século XII, um passeio que não pode faltar para quem gosta de história e arqueologia. Lá habitavam povoados antigos que depois sofreram invasão dos Incas e dos Espanhóis, e finalmente foi reconquistado e restaurado. Há trilhas para os mirantes em que é possível avistar San Pedro do Atacama e outros pontos arqueológicos. 10. Termas de Puritana Depois de uma caminhada sob sol forte e quente a hora do descanso é recompensada com um banho em águas termais. Termas de Puritana é um verdadeiro oásis no Deserto do Atacama. Conta com belas paisagens e o banho relaxante possui propriedades medicinais. Há quem diga que traz mais vitalidade. Verdade ou não, há 8 opções de poços para escolher. 11. Gêiser del Tatio O terceiro maior campo de gêiser do mundo é o Del Tatio. Pouco antes do amanhecer acontecem os picos de erupções. Apesar desse espetáculo da natureza é preciso ter cuidado com as fendas. Importante seguir todas as orientações do seu guia turístico. Para ver os gêiseres em seu melhor horário é preciso despertar muito cedo. Dependendo da época do ano o passeio acontece às 4h da manhã quando a temperatura pode chegar fácil abaixo de zero. Ao amanhecer o Deserto do Atacama começa a mostrar seu outro lado, quando o sol nasce e faz com que os turistas passem a se despir para enfrentar um novo dia de sol. Clima do Deserto do Atacama Tal como o lugar, o clima no Deserto do Atacama não poderia ser menos exótico. Há dias de sol intenso e quente, podendo chegar a 40º C. Já ao anoitecer as temperaturas despencam chegando fácil abaixo de 0º C, ou seja, é preciso se preparar para muito frio e muito calor. Já as chuvas são extremamente raras, com média pluvial próxima de 1 mm ao ano. Esse fato acontece por ser muito alto. Desta forma as nuvens de chuva vindas do Oceano Pacífico acabam despejando suas águas em regiões mais baixas antes de chegar ao Deserto do Atacama. A Cordilheira dos Andes também promove uma barreira evitando que as nuvens cheguem até lá. A viagem ao Deserto do Atacama é uma experiência única que merece ser vivida. É uma linda aventura com passeios maravilhosos e inúmeras opções de hospedagem que agradam todos os gostos. Se você quer saber mais sobre esse destino e outros, acompanhe nossas matérias ou fale com nossa equipe de agentes de viagem. Elaboramos roteiros personalizados para qualquer lugar do mundo. Acompanhe o VNC NEWS! Para as melhores viagens contrate a VENICE TRAVEL e conte sempre com um especialista para te auxiliar.

  • Agente de Viagens: seu porto seguro

    Um profissional com conhecimento não tem preço. Ela trabalha para você viajar sem estresse, e, acredite, você não paga mais por isso. Se não, vejamos: não é rara a ideia de que organizar uma viagem pela internet é sinônimo de economia. Planejar roteiros, reservar voos e hotéis, alugar veículos, comprar passagens de trem ou ônibus e adquirir tíquetes para parques temáticos, espetáculos ou atrações turísticas por conta própria, via internet, parece sedutor. Mas, nem tudo é o que parece, e o sonho pode tornar-se pesadelo em um clique. E aí, é prejuízo na certa! E isso vale para qualquer tipo de viagem, seja a lazer, seja a trabalho. Porém, se você tiver uma agência de viagem de confiança, fique tranquilo, ela resolverá seus problemas e você só terá boas histórias para contar. O bom agente de viagem é uma espécie de  personal tourism . Alguém que, além de algumas milhas na bagagem, sabe traduzir seus anseios e necessidades em forma de roteiros personalizados, e está sempre pronto a auxiliá-lo em todas as fases da viagem. Tanto é verdade que há um movimento de volta às agências de viagem. E quem remunera a agência não é você, mas os fornecedores de serviços, como companhias aéreas, hotéis, locadoras de carros, navios etc. Traduzindo: mesmo ao comprar pela internet, o valor que seria pago pelo agenciamento já está embutido no preço final. A diferença é que a agência não ganha comissão e você não terá a quem recorrer em caso de imprevisto. Eis por que você não paga a mais para comprar por meio de uma agência de viagem. Não se convenceu? Vale lembrar um caso recente, ocorrido em Londres, Inglaterra. Oobah Butler criou um restaurante  fake , o The Shed, e burlou o TripAdvisor, um dos mais conhecidos sites de dicas de turismo. Com um número de celular descartável para contato e fotos de comida falsificadas, ele convidou amigos para elogiarem seus serviços no site. Resultado: tornou-se sucesso de crítica, mantendo-se no topo do ranking por duas semanas seguidas. Na próxima viagem, consulte sua agência de viagem e embarque tranquilo. Gostou? Então, curta nossas páginas no Facebook e no Instagram.

  • Por dentro da Aurora Boreal

    Desvendando os Segredos da Aurora Boreal No coração do Ártico, onde a noite se estende por longos meses e o frio reina soberano, um espetáculo de luzes cósmicas toma conta do céu, hipnotizando os olhos de quem o contempla. A Aurora Boreal, também conhecida como Aurora Borealis, é um fenômeno natural de raríssima beleza, capaz de despertar a mais profunda admiração. Ao longo da história, a Aurora Boreal, fascinou e intrigou diversas civilizações, inspirando mitos, lendas e crenças que refletem a visão de mundo e a cosmogonia de cada povo. Para muitos, essas luzes celestiais eram manifestações divinas, prenúncios de eventos futuros ou até mesmo a personificação de espíritos ancestrais. Desvendando os Mistérios da Aurora Boreal Esse show de luzes espetaculares, que muitos descrevem como mágico e majestoso, nada mais é que uma tempestade solar. Sim, você leu certo! Quando partículas do Sol, chamadas de plasma, colidem com a atmosfera terrestre, principalmente nos polos, elas liberam energia na forma de luz, colorindo o céu em tons vibrantes de verde, vermelho, azul e violeta. Quando e Onde Observar a Aurora Boreal Para presenciar a Aurora Boreal, é preciso de duas condições essenciais: céu escuro e limpo. Como no Ártico o sol se põe apenas no verão, a melhor época para observá-la é durante o outono e inverno, entre o final de agosto e meados de abril.Mas não basta apenas escolher a época certa. Cada período dentro dessa faixa oferece vantagens únicas, que combinadas com o destino e o perfil de cada viajante, podem tornar a experiência ainda mais especial. Mergulhando nas Estações e Desvendando seus Encantos Setembro:  Clima ameno, dias mais longos e noites mais curtas, proporcionando mais tempo para observar a Aurora. Cielos secos na Noruega aumentam as chances de sucesso. Equinócio de outono marca um pico histórico de Auroras Boreais. Outubro:  Paisagens outonais deslumbrantes, com a natureza em tons vibrantes e a vida selvagem em plena atividade. Novembro a Março: Neve abundante cria um cenário mágico, perfeito para atividades como dog sledding e snowmobile. No final de dezembro, 24 horas de escuridão total amplificam as chances de ver a Aurora e proporcionam uma experiência única. Escolhendo o Destino Ideal para sua Caçada à Aurora Diversos lugares oferecem a oportunidade de presenciar a Aurora Boreal, cada um com suas características e particularidades: Finlândia:  Lapônia, terra do Papai Noel, oferece paisagens nevadas e uma rica cultura local. Noruega:  Fiordes majestosos e cidades vibrantes como Tromsø aumentam as chances de ver a Aurora. Suécia:  Abisko, com céu límpido e pouca poluição luminosa, é um refúgio para observar a Aurora. Canadá:  Yellowknife e Whitehorse, nos Territórios do Noroeste, são um dos melhores lugares do mundo para ver a Aurora. Alasca:  Fairbanks, oferece diversas atividades ao ar livre e alta probabilidade de presenciar o fenômeno. Islândia:  Aurora Boreal pode ser vista em alguns locais do país, com paisagens vulcânicas únicas. Groenlândia:  Maior ilha do mundo, oferece paisagens glaciais de tirar o fôlego e a chance de ver a Aurora Boreal. Ilhas Faroé:  Arquipélago dinamarquês entre a Islândia e a Noruega, com paisagens selvagens e pouca poluição luminosa. Viajando com Segurança e Conforto a Venice Travel   oferece pacotes completos para caçar a Aurora Boreal, com roteiros personalizados, guias experientes e todo o suporte necessário para uma viagem segura e inesquecível. Realize o sonho de presenciar a Aurora Boreal e viva uma experiência única e transformadora! Entre em contato com nossa equipe de especialistas e faça seu orçamento agora mesmo! Borealis Expedições

  • Mendoza: viva experiências incríveis na América Latina!

    Região vinícula da Argentina surpreende visitantes. Sua próxima viagem pode estar mais perto do que você imaginava! Afinal, quando pensamos em destinos internacionais, é comum nos lembrarmos de lugares do outro lado do oceano. Mas e se você pudesse viver experiências incríveis sem deixar a América Latina? Nosso continente é o lar de muitos destinos exuberantes e entre eles está a cidade de Mendoza, na Argentina, conhecida por suas paisagens inesquecíveis e, é claro, o vinho. Antes de viajar, é preciso pesquisar mais sobre o destino para o qual você vai e é por isso que preparamos esse guia completo com tudo o que você precisa saber sobre o local. Então, continue lendo até o final para tirar todas as suas dúvidas. Vamos viajar? Estudamos e desenvolvemos roteiros únicos, diferenciados e personalizados, sempre respeitando os interesses de cada viajante, os estilos de vida e investimentos pretendidos. E, claro, também atendemos empresas. Criteriosos quanto aos nossos colaboradores e fornecedores, prestamos um serviço de qualidade, que atende exatamente às expectativas dos nossos amigos e clientes. Resumindo: experimente o jeito Venice Travel de viajar e abrace o mundo conosco! Saiba mais sobre Mendoza, na Argentina Localizada no coração da Argentina, aos pés da majestosa Cordilheira dos Andes, encontra-se a bela cidade de Mendoza. Famosa por seus vinhedos de renome mundial, paisagens deslumbrantes e atividades de aventura emocionantes, Mendoza é um destino imperdível para os exploradores. Afinal, com sua rica história, clima agradável e culinária deliciosa, Mendoza oferece uma experiência única que cativa todos os seus visitantes. A cultura de Mendoza é profundamente enraizada nas tradições argentinas e na herança indígena. Os habitantes locais são conhecidos como “mendocinos” e são extremamente acolhedores e amigáveis. Além disso, a cidade é palco de diversos festivais e eventos culturais ao longo do ano, como a Fiesta Nacional de la Vendimia, uma celebração anual da colheita da uva que atrai turistas de todo o mundo. Durante esta festa, a cidade ganha vida com desfiles coloridos, música, dança e fogos de artifício espetaculares. Lazer Enquanto isso, Mendoza oferece ainda uma ampla gama de atividades de lazer. Os amantes da natureza ficarão encantados com a beleza do Parque General San Martín, um enorme parque com jardins bem cuidados, lagos serenos e até mesmo um zoológico. Para os aventureiros, a região dos Andes oferece uma infinidade de oportunidades emocionantes, desde caminhadas e cavalgadas até rafting e escalada. Uma visita ao Monte Aconcágua, a montanha mais alta das Américas, é uma experiência inesquecível para os mais corajosos. Além do vinho, Mendoza é conhecida por suas águas termais e spas relaxantes. A região possui várias fontes termais naturais, onde os visitantes podem mergulhar em águas terapêuticas e desfrutar de tratamentos de spa rejuvenescedores. Para os aventureiros, Mendoza oferece uma variedade de atividades emocionantes ao ar livre. A região dos Andes é um paraíso para os amantes de esportes de aventura, com opções como trekking, mountain bike, escalada, parapente e muito mais. As geleiras, lagos e rios da região fornecem cenários espetaculares para explorar e desfrutar de atividades aquáticas. Gastronomia Por sua vez, a gastronomia de Mendoza é uma verdadeira delícia para os sentidos. Como já mencionamos, a região é famosa por sua produção de vinho, especialmente a uva Malbec, e os visitantes podem desfrutar de degustações em algumas das melhores vinícolas do mundo. A Rota do Vinho permite que os turistas aprendam sobre o processo de produção de vinho, desde a colheita das uvas até a fermentação e envelhecimento nas barricas de carvalho. Algumas vinícolas também oferecem aulas de culinária, onde os viajantes podem aprender a preparar pratos tradicionais argentinos e harmonizá-los com os vinhos locais. Acompanhados por vinhos exuberantes, os pratos tradicionais argentinos são um verdadeiro deleite. As famosas empanadas argentinas, suculentos bifes de carne bovina e o doce de leite são apenas algumas das iguarias que você encontrará em Mendoza. Não deixe de experimentar um “asado”, um churrasco tradicional argentino, preparado com maestria pelos locais. Além dos vinhos e da famosa carne argentina, a região é conhecida por suas azeitonas, azeites de oliva de alta qualidade e produtos feitos com uvas passas, como doces e licores. Os restaurantes em Mendoza oferecem uma ampla variedade de opções gastronômicas, desde restaurantes sofisticados que servem pratos gourmet até bodegones, estabelecimentos tradicionais onde você pode experimentar a culinária caseira argentina. Religião e arquitetura A religião também desempenha um papel importante na vida dos mendocinos. A maioria da população é católica, e a cidade possui várias igrejas e catedrais impressionantes. A Basílica de São Francisco, localizada no coração da cidade, é um exemplo magnífico da arquitetura religiosa e vale a pena visitar. Além disso, há também uma forte presença de outras religiões, refletindo a diversidade cultural da região. Para os amantes de história e arquitetura, Mendoza também reserva tesouros. A Plaza Independencia, localizada no coração da cidade, é um ponto de encontro popular e oferece uma atmosfera animada, com suas praças, fontes e monumentos. A antiga área da cidade, conhecida como “Mendoza Antigua”, preserva construções históricas, como a Casa de Fader, um museu que abriga uma coleção de arte e mobiliário do século XIX. Clima Em termos de clima, Mendoza oferece um clima agradável durante todo o ano. Com estações bem definidas, os verões são quentes e secos, enquanto os invernos são amenos, com alguma queda de neve nas áreas montanhosas. A primavera e o outono são épocas ideais para visitar Mendoza, pois as temperaturas são amenas e a paisagem ganha cores vibrantes com as folhas das árvores. Precisa de visto para visitar Mendoza? Para visitar Mendoza não é necessário obter um visto para a maioria dos turistas. Isso porque a Argentina tem uma política de isenção de visto para muitos países ao redor do mundo, permitindo que os visitantes entrem no país por motivos turísticos por um período de até 90 dias. No entanto, é importante verificar as regras específicas para o seu país de origem antes de viajar, pois algumas nacionalidades podem exigir a obtenção de um visto prévio ou uma autorização eletrônica. Em contrapartida, é importante ter em mente que, mesmo que um visto não seja necessário, os viajantes ainda precisam cumprir certos requisitos de entrada, como possuir um passaporte válido por pelo menos seis meses a partir da data de entrada, comprovar meios financeiros suficientes para a estadia e possuir um bilhete de retorno ou de continuação de viagem. Da mesma forma, é recomendável verificar com o consulado argentino ou embaixada mais próxima antes de sua viagem para obter as informações mais atualizadas sobre os requisitos de visto para Mendoza. Assim, você pode ter certeza de que está em conformidade com as regulamentações e desfrutar de uma viagem tranquila e sem problemas para explorar essa bela região da Argentina. Nesse sentido, uma agência de turismo pode ser exatamente o que você procurava para fazer com que os seus sonhos de conhecer a Argentina se tornem realidade!

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